domingo, 17 de abril de 2011

Isso não é um teaser sobre cinema!


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Você já assistiu ao filme “Dúvida”? A história é basicamente composta por três personagens: 1- Flynn (Philip Seymour Hoffman), um vibrante padre que foi transferido para a escola católica St. Nicholas e tenta mudar os costumes antiquados da nova escola. 2- irmã Aloysis (Meryl Streep diva), diretora da escola e extremamente rígida. 3- irmã James (Amy Adams), uma jovem e inocente freira. A trama acontece quando a irmã James suspeita das atitudes do padre Flynn com um jovem aluno negro e conta para a diretora Aloysis que o padre em questão é “atencioso demais” com o garoto. A partir de então a diretora Aloysis faz de tudo para descobrir a verdade e banir o padre da escola, mesmo sem ter nenhuma prova ou evidência, exceto a sua própria certeza moral.


Em certo ponto do filme, o padre, ao descobrir das suspeitas das duas freiras, faz um sermão durante a missa sobre fofoca:


“Uma mulher estava fazendo fofoca com uma amiga sobre um homem que ela mal conhecia. Sei que nenhum de vocês jamais fez isso... Naquela noite, ela sonhou que uma mão enorme aparecia do nada e ficava apontando para ela, o que a fez sentir um incômodo sentimento de culpa. No dia seguinte, resolveu se confessar e contou a história toda para o velho Padre O'Rourke. ‘Fofoca é um pecado?’, perguntou ao velho padre. ‘Foi a mão de Deus Todo Poderoso apontando um dedo para mim? Devo implorar pela sua absolvição? Padre, me diga, eu fiz algo errado?’ ‘Sim!’ respondeu o Padre O'Rourke. ‘Sim, você levantou falso testemunho contra seu vizinho! Arruinou a sua reputação injustamente e deveria sentir vergonha por isso!’ Então a mulher disse que lamentava muito e pediu perdão. ‘Não assim tão rápido!’, retrucou o Padre. ‘Eu quero que você volte para casa, pegue um travesseiro e leve-o até o seu telhado, corte-o, abrindo-o com uma faca, e volte aqui!’. A mulher foi para casa, pegou um travesseiro, uma faca e subiu até o telhado, onde retalhou o seu travesseiro. Depois retornou à paróquia como o Padre a havia instruído. ‘Você rasgou o travesseiro com a faca?’, diz ele. ‘Sim, Padre.’ ‘E qual foi o resultado?’ ‘Plumas’, disse ela. ‘Plumas?’ Ele repetiu. ‘Plumas para todos os lados, Padre!’ ‘Agora eu quero que volte e reúna todas, uma a uma e as recoloque no travesseiro’ disse O’Rourke. ‘Bem’, disse ela, ‘isso não pode ser feito. Eu não sei aonde elas foram parar. O vento espalhou-as por todos os lados’. ‘É isso’, disse o Padre O'Rourke, ‘isso é o que faz a fofoca! Uma vez feita, você perde totalmente o controle sobre ela, de onde foi parar, de como se propaga e é impossível trazê-la de volta.’”


Essa história nada tem a ver com religião. É para refletir. A partir do momento que você abre a boca para falar alguma coisa dos outros, você precisa ter três certezas: primeiro se o que você vai dizer é um fato, se é verdade mesmo; segundo se é uma coisa boa, se não vai destruir uma reputação e terceiro se há necessidade, se vai resolver alguma coisa, ajudar alguém. Se você tiver essas três certezas, por favor, passe a diante a informação. Se não, limite-se em guardar a sua “suspeita” só para você.


No mais, assistam ao filme quem ainda não assistiu e assistam novamente aqueles que ainda não conseguiram captar a moral da história.







terça-feira, 12 de abril de 2011

Arnaldo Jabor disse certa vez...

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Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:


- ‘Ah, terminei o namoro… ‘


- ‘Nossa, quanto tempo?’


- ‘Cinco anos… Mas não deu certo… Acabou’


- É, não deu…?


Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.


Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.


Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos esta coisa completa. Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é malhada, mas não é sensível. Tudo nós não temos. Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.


Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…


Acho que o beijo é importante…e se o beijo bate…se joga…senão bate…mais um Martini, por favor…e vá dar uma volta. Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não lute, não ligue, não dê pití.


Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.


O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família? O legal é alguém que está com você por você. E vice versa.


Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.


Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.


Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo. E nem sempre as coisas saem como você quer…


A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. E nem todo sexo bom é para namorar. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.


Enfim… Quem disse que ser adulto é fácil?




quinta-feira, 7 de abril de 2011

Protótipo de Sapatão

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Minhas memórias mais antigas de conversas na hora do jantar são do meu pai falando que se um dia ele tivesse uma filha “sapatão” ele “botava pra fora de casa”. Para um homem ignorante e machista que foi abençoado com três filhas essa seria a deixa perfeita pra botar “medo”. Pena (pra ele) que esse “medo”, que ele jurava estar implantando nas nossas cabeças recém-formadas, não existiu. Pelo menos pra mim. Desses tais diálogos das refeições lembro-me bem do dia em que ele ficou mais bravo comigo. Um dia, eu, com sete anos de idade, respondi: “Se um dia eu me apaixonar por uma menina eu vou namorar com ela. Sempre vejo as pessoas falando que a gente tem que fazer o que o coração manda, então se eu gostar de uma menina ficarei com ela. Todos são seres humanos, não existe isso de cor, religião, homem e mulher”. Desde pequena eu sempre me interessei por esses assuntos. Pra sorte do meu pai eu nunca me apaixonei por uma garota (tirando a minha paixão platônica pela Mariana Ximenes na época de A Favorita), mas só consolidei cada vez mais essa idéia na minha cabeça.


Como uma mágica do destino, eu sempre fui quase um moleque. Tirando fisicamente. Sempre me interessei por futebol, nunca gostei de frescura, nunca liguei muito pra como me vestir, sempre andei só com meninos. Meu pai até disse para minha irmã que estava ficando preocupado. E pra melhorar fiz amizade com gays. Mas, estranhamente, meu pai não se importa com isso. Acho que pra ele é a velha história de que não sendo no teto dele não tem problema.


Um dia desses estávamos eu e meu pai assistindo às notícias quando uma nota contava que o jogador de vôlei Michael fora chamado de várias coisas durante uma partida devido a sua orientação sexual. De crianças a senhoras, eram xingamentos de eufemismos homossexuais voltados ao jogador. Aí eis que surge a frase: “Acho que uma pessoa nasce gay porque ela foi muito ligada a sua personalidade na outra vida”. Foi aí que meu pai atingiu o ápice do meu calo: achar que tudo na vida é explicado por religião.


Acho muito bom as pessoas terem fé, até as invejo. Eu, um dia, tive muita fé. Mas hoje vejo o mundo com outros olhos e tenho outra visão das religiões. Acho até bom que as pessoas tenham algo para se apegar, mas até certo ponto (homens-bomba = demais para mim). A bíblia pra mim é um livro escrito por homens que queriam controlar outro bando de homens e por isso escreveram várias historinhas incríveis, cheias de milagres, para ensiná-los uma lição. Manja a fábula da lebre e da tartaruga? Você lê a história, absorve as idéias principais e aprende uma moral. Não é que realmente tenha existido uma lebre e uma tartaruga falantes que apostaram uma corrida, mas alguém quis ensinar algo e criou essa história apenas para que o leitor absorvesse a moral dessa história e ponto. Ou vocês realmente acham que menino Sansão tinha uma força incrível graças ao seu cabelo comprido e que menina Eva comeu uma maçã estragada? A bíblia não passa de uma grande junção de fabulas que servem apenas para você captar a mensagem e não levar aquilo no literal.


Foi aí que eu disse ao meu pai que religião não tem nada a ver com isso. Uma pessoa não escolhe preferir nada nessa vida. Do mesmo jeito que tem gente que gosta de mulher alta, homem loiro, chocolate branco, Coca Zero, tem gente que gosta de pessoas do mesmo sexo. Não é promiscuidade, não é carma, não é putaria, não é maldade. É gosto! E hoje, depois de 14 anos, repito ao meu pai que se um dia eu me interessasse por uma mulher, se eu GOSTAR de uma mulher, não deixarei de viver algo por causa de uma sociedade hipócrita.


sábado, 2 de abril de 2011

Inventando

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' Vanessa diz:


Tô querendo



Wilian diz:


É só fazer...


Você consegue.


Você tem um futuro brilhante.


' Vanessa diz:


Eu não quero pensar no amor agora.


O amor que me ache!


Wilian diz:


Você só precisa saber que ele existe.


' Vanessa diz:


Eu sei que ele existe...


Eu sempre sinto ele,


Ele que não me sente.


Vou dar o tempo dele


Ele precisa de um tempo pra me achar



Wilian diz:


Ei...! Música boa



' Vanessa diz:


Onde?


Wilian diz:


A que você acabou de inventar (:



sábado, 26 de março de 2011

A vida não vai te esperar para sempre

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Já passou tantas vezes pela minha cabeça a palavra suicídio. Há dias em que acordo e não me encaixo no contexto. Vejo pessoas ao meu redor tão fúteis, tão preocupadas em serem o que os outros querem que elas sejam e não entendo o que faço aqui. Religiões parecem tentar me dizer algo, mas não consigo decifrar, ouço palavras que não fazem sentido, explicações que não explicam nada. Mas ainda que a vida seja um mero acaso, mesmo que não haja ligação alguma entre você e eu, mesmo que estejamos aqui apenas pelo efeito de um átomo primordial, suicídio não é saída para nada. A vida está aqui e temos de vivê-la da melhor maneira possível. Quem sabe ao certo o que acontece depois da morte? Quem sabe ao certo se teremos uma nova chance ou se o nosso último suspiro é a despedida eterna? E sabe do que mais? A vida é a única coisa que de fato temos controle. A única coisa que podemos decidir quando terminar, como terminar. Se ela será linda, cheia de alegrias. Ou se ela será cinza. A vida te dá oportunidade de superação, aquela segunda chance que você precisa pra recomeçar, pra ser feliz, pra mudar, pra se arrepender, pra voltar atrás. Por isso não dependa de ninguém, apenas de si próprio. A única pessoa que pode te fazer feliz é você mesmo. A vida está acontecendo e é agora, não espere morrer pra dar valor ao viver.



domingo, 13 de março de 2011

Não fui eu, foi meu eu-lírico

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Poderia eu me apaixonar por mim mesma?


Será que só eu me vejo como uma pessoa encantadora, simpática, engraçada quando há de se ser engraçada e séria quando tem-se de ser? Será que só eu sou capaz de enxergar minhas qualidades e meus defeitos sem julgá-los como qualidades e defeitos? Será que apenas eu entendo que qualidade e defeitos não devem ser separados como tais já que as melhores qualidades são os piores defeitos e vice-versa?


Acho mesmo que só me apaixonarei por alguém quando eu souber que eu sou a pessoa mais importante da minha vida e que sempre terei alguém para cuidar de mim: eu.


quarta-feira, 2 de março de 2011

Aloka e o lado frio da verdade

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Mas aí eu paro e penso: cada dia que passa pessoas me decepcionam mais. Muitas vezes cogito a possibilidade de somente eu ser coerente nas coisas que falo. Parece-me que todas as outras pessoas não sabem o que dizem, dizem por dizer, ou dizem sem querer dizer apenas para agradar alguém. Sabe do que mais? Preferia que você se calasse. Preferia que você não mentisse. Ou melhor, preferia que você não falasse o que não pensa, o que não acha, o que não sabe. Muito simples, muito mais fácil do que sair por aí cuspindo milhares de aleives.

Dá o play e segue a letra:

Palavras simples revelaram o que dói pra compreender.
Promessas falsas, contradições...
mas nem sempre foi tão normal (entre nós)
Por que você se alimenta de algo que te consome?
"Me perdoe..."
Nem todas as lágrimas do mundo têm o poder de fazer voltar...
Desejei que tudo fosse um engano, mas a verdade está atrelada a mim.
O que está feito não pode ser desfeito.
(Digo mentiras falando só a verdade).
Vejo meus erros refletidos em você.
Quando quis a verdade, não imaginei, as incertezas que ela poderia trazer para nós.
(Me entreguei a um falso amor...)
Com suas verdades dobro os joelhos, entrego a alma, transpareço a dor.
Por todo sempre, sorver mentiras, engolir mágoas, transpirar temor.
A ignorância me traria alívio e evitaria que eu perecesse na dor.